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Boca no Trombone


Recursos Humanos: onde estão?

Francisco Ribeiro - fco.ribeiro@uol.com.br

18/02/08  (#217)


      Neste artigo pretendo falar sobre a importância desse departamento em uma empresa, bem como da carência do mesmo que observei em algumas concessionárias de Belo Horizonte.
Atualmente, sabemos que mais do que admitir e fazer rescisões de contratos de trabalho, os departamentos de recursos humanos das organizações ganharam novas responsabilidades, tais como  a de manter um programa de treinamento, acompanhamento e desenvolvimento de pessoas, a ser desenvolvido  por um psicólogo especializado em gestão de pessoas em ambientes corporativos.
Mais do que o marketing voltado para as vendas, manter uma equipe devidamente bem treinada e acompanhada é fundamental para o sucesso de qualquer empreendimento.
Entretanto, não foi essa a realidade que observei ao entrar em contato com três concessionárias de motocicletas de Belo Horizonte, cujos nomes não citarei por uma questão de ética.
Ao enviar um currículo para uma concessionária HONDA, fiquei perplexo com o tratamento que recebi. Ao ligar para a referida após quinze dias sem resposta relativa ao e-mail que enviei, a recepcionista demonstrando total despreparo, informou-me  que não era postura da empresa responder a  e-mails não interessantes a ela, e que a empresa não tinha um departamento de recursos humanos.
No caso da SUKUKI, ao entrar em contato para saber a razão da alta rotatividade de vendedores na loja, a recepcionista apenas me informou que ficam pouco tempo e saem.
Ao questionar sobre os critérios de contratação, fui informado que eram feitas pelo gerente, uma vez que a empresa não tem um departamento de recursos humanos estruturado em seu organograma.
Em uma concessionária YAMAHA não foi muito diferente. Além de não terem um profissional de recursos humanos capacitado para fazer as contratações, o gerente da loja contratou a “vendedora” pelo critério da amizade. Este caso acompanhei de perto e até previ a demissão de ambos, que acabou acontecendo pelo excesso de afetividade e falta de profissionalismo por parte do referido executivo de gerência.
Não quero com os argumentos acima expostos  generalizar essa realidade. Já visitei uma concessionária Honda aqui em Belo Horizonte com uma estrutura de funcionamento de ponta, inclusive com um departamento de recursos humanos estruturado,  para dar toda assistência aos seus colaboradores em nível de reciclagem e desenvolvimento.
Entretanto, não podemos desconsiderar que essa forma de fazer gestão de pessoas, ainda passa longe de muitas concessionárias especializadas em revendas de motocicletas nesta cidade, e que precisa ser implementada nas mesmas com urgência.  Isso se quiserem manter a competitividade no mercado.

Francisco Ribeiro
Psicólogo e Escritor

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