

Com vários itens de conforto de série, como a partida elétrica, a Suzuki apresentou sua nova 125, batizada de Yes, para concorrer no disputado mercado brasileiro de motos populares
Demorou, mas finalmente a Suzuki, representada no Brasil pela J. Fotos Marlos Ney Vidal
Com um pacote de série que inclui partida elétrica e freio a disco dianteiro, a Yes quer conquistar o consumidor do segmento das motos populares, a Toledo, apresentou sua pequena motocicleta “utilitária”, de 125 cm³ de cilindrada, para disputar o enorme e crescente mercado nacional das motos populares. Para chamar a atenção, a nova Suzuki Yes chega incorporando alguns requintes de acabamento e equipamentos, que pretendem fazer a diferença na hora de seduzir o consumidor.
Entretanto, a Yes não faz mágicas. Utiliza a clássica configuração de motor com um cilindro, quatro tempos, refrigeração a ar, duas válvulas e comando simples no cabeçote, que fornece 13 cv a 8.500 rpm. O pacote pretende ser robusto para encarar a dura vida no trânsito do dia- a-dia e também econômico, com adoção de um carburador VM 22 mecânico. O quadro também não inova: é um tradicional diamante, em tubos de aço, assim como a balança da suspensão traseira. Um conjunto adequado para seu segmento.
As diferenças começam pelo painel. Bastante completo, tem velocímetro com hodômetro total e parcial, conta-giros, marcador de nível de combustível e, no centro, um indicador digital das marchas engatadas, além das luzes de advertência. Os punhos têm bom acabamento e a partida é elétrica.

A posição de pilotagem é confortável, apesar de o guidão mais plano, estreito e baixo deixar o corpo levemente inclinado para a frente, sugerindo uma condução um pouco mais esportiva. Na cidade o desempenho é adequado. Talvez para deixar o modelo mais arisco e esperto a Suzuki tenha optado por uma relação de marchas bem curta, privilegiando a performance urbana. Em vias expressas ou na estrada, o motor acaba sofrendo um pouco. Em compensação o motor é suave, sem vibrações indesejáveis. Tanto que parado nos sinais quase nem se percebe seu funcionamento.
Na hora das curvas, o quadro mostrou-se firme, sem torções. As suspensões de soluções clássicas: garfo telescópico na dianteira e, na traseira, dois amortecedores/molas, com cinco regulagens. Esta última permite a adequação ao peso transportado e tipo de tocada de cada um. O freio dianteiro, de acionamento hidráulico, tem um disco simples, que se mostrou suficiente, preciso e previsível, sem provocar sustos. O freio traseiro é a tambor. As rodas são em liga leve.
O visual é conservador, mas as rodas são de liga leve e lanterna traseira é integrada à rabeta. O banco é largo e com bom espaço para a garupa, que tem ainda a mordomia das pedaleiras fixadas no quadro, para eliminar as oscilações da suspensão, e trava de capacete com chave. O escapamento conta com protetor, enquanto que na traseira um bagageiro ao melhor estilo churrasqueira e portatrecos sob o banco.
O visual é conservador, com linhas clássicas para não espantar de cara a freguesia. O farol é redondo e a chave de contato incorpora a tranca do guidão, mas bem que poderia contar com lampejador de farol e pisca com retorno de simples toque.
A Yes, que já está nas concessionárias, custa R$ 5.494.