RELATO DA VIAGEM A PONTA PORÃ

3º MOTORCYCLE – EDIÇÃO 2005

 

Olá amigos do Jacaré Moto, envio-lhes no arquivo anexo o relato da viagem que fizemos para o 3º MotorCycle de Ponta Porã, MS. Seria uma grande honra para nós ter nosso relato publicado nesse conceituado site.

Um grande abraço, ótimo Natal e um super 2006 a todos!

 

Jura

Pocasombra Moto Grupo - São Paulo, SP

Novembro de 2005.

 

FOTOS, TEXTO E DIAGRAMAÇÃO ENVIADOS POR:  Jura - Pocasombra Moto Grupo - São Paulo, SP

 

Ficha Técnica:

Saída: 09/11/2005

Retorno: 16/11/2005

Trajeto: São Paulo – Ponta Porã – São Paulo, com paradas em Teodoro Sampaio, Primavera, Rosana, Nova Andradina, Ivinhema e Deodápolis.

Motociclistas: Jura e Paulão (Pocasombra) e Marcão

Motos: Uma Virago 1.100 e duas Shadow 600

Quilômetros rodados: 2.450

 


ONDE TUDO COMEÇOU

Sandy e Wagão, Campo Grande MS, março 2005.

Tudo começou em março/2005, no Moto Road de Campo Grande, quando conhecemos o Wagão e sua esposa Sandy, do Klã-Destinos MC, de Nova Andradina, MS. A sintonia com esse casal maravilhoso foi imediata. Não demorou nada e já estávamos compartilhando nossos equipamentos, extensões de luz (gatos), carregadores de baterias, além das cervejas e do refrescante tereré, que o Wagão sabe preparar com maestria. Ali combinamos que nos encontraríamos em Ponta Porã, no 3º Motorcycle  promovido pelos Renegados da Fronteira e de muito boa fama. Desde então passamos a nos corresponder para não deixar a idéia da viagem se perder. E quando chegou a hora, partimos na certeza de que reencontraríamos os já velhos amigos e conheceríamos outros. E valeu muito a pena, como vocês poderão conferir nas linhas seguintes.

Quarta-feira, 09/11, 07:00 hs – o início da viagem

Partimos, Paulo e eu (Jura) com destino a Primavera, extremo oeste de São Paulo onde o Estado faz divisa com Paraná e Mato Grosso do Sul. Clima agradável, aproveitamos a parte da manhã / início da tarde e as boas condições da Castello Branco para andar num ritmo mais forte para fazer a viagem render. Só fizemos uma parada mais longa para um almoço leve. O único inconveniente da viagem foi uma “tocaia” armada por um policial rodoviário corrupto que acabou sangrando um pouco a carteira do Paulão. Mas isso é detalhe..

Quarta-feira, 09/11, 16:00 hs – a chegada a Primavera

Leonel ao centro, amigos do Papa Leguas à esquerda, Paulão e Jura à direita.

 

Marelli, Lourdes e Escalope, Nonato (Cacondi), Leonel, Jura e Paulão)

 

Lourdes alimentando o macaco Chico.

Chegamos em Primavera. Já tínhamos tido uma indicação do Wagão para procurar pelo Leonel logo na entrada da cidade. Apesar de não saber de nada, o Leonel (Papa Léguas MC) nos recebeu de braços (e muitas latas de cerveja) abertos em seu posto de combustíveis. Uma figura extremamente simpática e divertida, já nos proporcionou as primeiras boas risadas. Dentre suas tiradas está essa: “Por que é que Deus em vez de me fazer bonito, não me fez rico?” Ou então essa: "A minha gasolina é mais cara porque ela é batizada e crismada!" Bom, pra você tirar suas próprias conclusões, a foto do nosso amigo é essa ao lado, e posso garantir que seu pé de meia é bastante respeitável. Portanto, no meu entender, o pedido não se justifica pois Deus já o havia atendido mesmo antes de o pedido ser feito, he he.

 

Logo chegaram os integrantes do Papa Léguas e em seguida dois amigos triciclistas que já havíamos encontrado pela estrada e que seriam nossos  companheiros no resto da jornada: O Chicão e o Escalope, esse último com 76 anos e muita estrada nas costas, ambos de Ribeirão Preto. Grande Chicão, ótimo papo, culto, divertido e estradeiro de primeira! E outros foram chegando, como o sempre presente casal “Solitários de Caconde MC”, as feras Nonato e sua esposa Isabel.

 

Mas nossos anfitriões em Primavera, na verdade eram a Lourdes e o Marelli, velhos amigos que nos proporcionaram uma recepção inesquecível. Deixamos o Leonel nos preparativos de um churrasco de costela e fomos levados para aquilo que a Lourdes e o Marelli chamam de “rancho”, à beira do Rio Paraná. Para os padrões paulistanos, o local está mais para uma super chácara com todo conforto e em contato com a natureza (veja foto da Lourdes alimentando um macaco na propriedade). Ali fomos agraciados com um delicioso pintado frito, uma deliciosa piapara à moda, além de churrasco e cerveja gelada. Definitivamente, já estávamos ficando mal acostumados. 

 

Passamos a noite no “rancho”, que tem quartos individuais com banheiro privativo, cama de casal e um conforto tal que motociclista/campista como nós não está acostumado! O Paulão se deu ao luxo de deixar um quarto vago entre o meu e o dele, pra ficar longe do meu “ressonar”, que ele insiste em chamar de ronco.


Quinta-feira, 10/11, 11:00 hs

Paulão, Paulo (barqueiro) e Jura - Rio Paraná.

 

Paulão, Lourdes e Jura - margem Rio Paraná.

 

Paulão e Jura - Prainha, município de Rosana.

 

Ao lado, Lourdes e um pouco da paisagem que a fez trocar  São Paulo por Primavera.

Depois de um café da manhã no rancho fomos para um passeio de barco Rio Paraná acima, na companhia da Lourdes e do caseiro Paulo. Cabe destacar que o rio tem alguns trechos muito profundos e outros muito rasos, o que exige perícia do barqueiro na condução do barco. Mas o barqueiro Paulo conhece muito bem a região, além de ter aquela espécie de dom de enxergar as coisas sob as águas – pedras, bancos de areia, peixes, etc. Conhecemos a barragem da usina hidrelétrica de Primavera, uma obra gigantesca. 

Uma curiosidade: vocês já ouviram falar em “escada para os peixes”? Pois bem, a construção da barragem impede que os peixes subam até a cabeceira do rio e de seus afluentes na época da desova. A solução foi a construção de uma escada lateral à barragem, que é escalada pelos peixes que assim conseguem atingir a parte alta do rio que ficou do outro lado, há uns 30 metros de altura. E não é história de pescador! 

Depois desse passeio incrível fomos até Rosana, na verdade o município principal ao qual Primavera pertence. Em Rosana tem um local muito gostoso chamado Prainha. A prefeitura construiu uma verdadeira praia no Rio Paraná, de águas muito limpas que permitem que se vejam os peixes, enfim, só não tem água salgada, o que não faz falta nenhuma. Veja as fotos ao lado. Depois de saborear boas porções de pintado e barbado fritos, brejas geladinhas, nos despedimos da Lourdes e do Paulo e rumamos para Nova Andradina, onde Wagão & Cia nos aguardavam para mais uma massacrante rotina de comes e bebes... confiram a seguir.


Quinta-feira, 10/11, 17:00 hs

As esposas reunidas na chacara do Jair.

 

Graziela, Edi e Valéria no destaque. 

 

Churrasco farto e jacaré frito, que não deu tempo de fotografar.

Nova Andradina fica a pouco mais de 70 Km de Primavera, ótima estrada, portanto chegamos lá rapidamente. A casa do Wagão estava uma verdadeira oficina de motos, melhor dizendo, uma oficina da Yamaha, já que lá estavam as 3 Viragos – a do Wagão, a do seu irmão Vinícus, e da namorada do Vinícius, Edi - todas recebendo os últimos retoques para pegar a estrada nos trinques na manhã seguinte rumo a Ponta Porã. E tome breja, e tome petiscos!

À noite fomos para a chácara do Jair, um integrante do moto clube Águias do Brasil, onde fomos muito bem recebidos. Gente muito boa, muitas motos e trikes, e adivinha o quê? Se você pensou em breja e churrasco acertou, mas lá pudemos experimentar também carne de jacaré (que o Ibama não leia isso). Bem temperadinha, frita, uma delícia, sorry alligator!

Mas como ninguém é de ferro, exaustos voltamos para a casa do Wagão para um merecido sono. O Paulão reclamou do meu ronco, mas juro que não ouvi nada!

 

 

Jura, Wagão e Paulão. 

 


Sexta-feira, 11/11, 09:30 hs

Momentos antes da saída de Nova Andradina para Ponta Porã: Magrelo, Jura, Paulão, Wagão e os anfitriões da Yamaha, Nelson e Adriano...

 

Café da manhã oferecido pelos amigos Nelson e Adriano da concessionária Yamaha da cidade que foi também o ponto de partida dos motociclistas de Nova Andradina para Ponta Porã. Tínhamos 300 Km pela frente. Seguimos em comboio de umas 12 motos rumo a Ivinhema, onde outros motociclistas se juntaram a nós. Em Deodápolis um grande número de motos também nos aguardava. Formamos então um grande comboio, mais de cinqüenta motos e partimos para Ponta Porã. A partir daí as paradas foram só para abastecer. Um problema no pneu de uma moto acabou dividindo o comboio, mas a viagem transcorreu sem maiores incidentes.

... e já a caminho de Ponta Porã.


Sexta-feira, 11/11, 15:30 hs (mais ou menos)

Sexta-feira, recepção dos Renegados: bebida e comida à vontade e tudo 0800 para os motociclistas. 

No sábado repetiram a dose. Show de bola!

 

Wagão numa esportiva paraguai...

Os integrantes do moto clube Renegados da Fronteira, organizadores do evento, como é de costume, recepcionaram os motociclistas visitantes uns três km antes da entrada da cidade, em uma grande área à beira da rodovia. Adivinha!!! Churrasco, cerveja, refrigerante e sorvete pra todo mundo! Confesso que nunca tinha visto uma recepção assim. Os motociclistas iam chegando e a confraternização já ia correndo solta ali mesmo! Cada motociclista recebia um cartão com os telefones dos integrantes dos Renegados que se colocaram à disposição para ajudar os irmãos no que fosse preciso. Um show, parabéns mil vezes aos Renegados e um grande abraço a todos os integrantes!

Depois de tirar o pó da garganta nos dirigimos ao local do evento, Parque de Exposições Alcindo Pereira, onde armamos nossas barracas e nos preparamos para a noite.

Coronel Jura também não resistiu à possante. 


O EVENTO - Sexta-feira, 11/11 e Sábado, 12/11

Jura ganha camiseta do Moto Grupo Elite Estradeira de Dourados, MS e retribui com boné e botton do Pocasombra. 

 

Marcão prova a long neck paraguaia. 

 

Mandruvá, dos Mandruvás Sem Domingo MC, chegou no 

sábado à noite e foi embora no domingo de manhã.

Muita gente. Muita gente bonita. Muitas motos e muitos triciclos, animação geral. Motos acelerando, estourando pneus e escapamentos, zerinho de triciclo... mas este ano não vou criticar! Acho que é preciso respeitar costumes, e o que aqui chamamos de zoeira e não admitimos em nossos encontros, lá é normal, faz parte do espetáculo. Então, que seja! 

Outro costume da região que já havíamos constatado em Campo Grande, é que o pessoal gosta de desfilar com as motos e trikes durante o evento. Também faz parte do show, pois especialmente a população não motorizada que comparece ao evento (e é uma grande massa popular), gosta de curtir as motos em movimento. É uma grande oportunidade também para os solteiros arranjarem garupas para os tours nas ruas do evento. E o que não falta são garupas  lindíssimas, doidinhas para evidenciar suas protuberâncias no banco traseiro das motos, valha-me Deus! Ainda compro uma R1!

Outra atração foi a “motociata”, um desfile de motos pelas ruas de Ponta Porã que sacudiu a cidade. Um número incontável de motos participou do passeio.

No sábado estivemos no Paraguai para as comprinhas básicas. Eles têm uma cerveja (várias marcas) de 960 ml! O Wagão até estrelou o primeiro filme da minha nova câmera digital entornando o líquido da "garrafinha" que ele chama de long neck del Paraguay. Arriba! Abajo!! Adentro!!!! 

Quase ia me esquecendo: O Mandruvá, amigo nosso de São Paulo, chegou no evento no sábado à tarde mas no domingo de manhã se mandou para Presidente Prudente, onde tem família. Bate e volta em Ponta Porã!!! Tem doido pra tudo!

Domingo, 13/11, 11:00 hs – a chegada do Marcão e a partida de Ponta Porã

Marcão se junta ao grupo em Ponta Porã. 

 

Ao lado, a galera desenlata as saideiras antes da volta para  Nova Andradina: Edi, Vinícius, Lila, Claudio, Paulão, Sandy, Wagão e Marcão. 

Junta-se a nós o último dos integrantes, nosso amigo Marcão, fresquinho em seus 50 anos comemorados na sexta-feira anterior, razão pela qual não nos acompanhou desde o início da viagem. Mas já estávamos desarmando acampamento. Molhamos a garganta, que o sol já estava alto, e voltamos ao  território paraguaio para as últimas comprinhas (né, Sandy?). Mais alguns chopes duplos no Shopping China e lá pelas 15:30 zarpamos de volta a Nova Andradina.


Domingo, 13/11, 21:00 hs – de volta a Nova Andradina

Aurélio prepara o churrasco. 

 

Marcão e Vinícius desengarrafam mais uma.

 

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Jura, Vinícius, Marcão, Wagão e Paulão com a bandeira do Klã_Destinos ao fundo. 

 

 

Chegamos a Nova Andradina (300 km de Ponta Porã), de volta à casa do Wagão onde pernoitamos mais uma vez. A viagem demorou um pouco mais do que o previsto porque a Virago do Vinícius não se adaptou bem à gasolina paraguaia. Mas o improviso e a habilidade dos companheiros deram um jeito: o Aurélio, um dos companheiros de Nova Andradina, apoiou o pé no eixo traseiro da  moto do Vinícius e o empurrou até o próximo posto, uns 100 km adiante. Show de habilidade! E foi só trocar a gasolina pra tudo se resolver.

Desculpem se estou me tornando repetitivo, mas em Nova Andradina, mais churrasco e breja. Só que dessa vez a Sandy corajosamente venceu o cansaço e nos brindou com um arroz/feijão delicioso, pois o Paulão já estava com saudade de uma comidinha caseira! 

Luiz, namorado da Grazi, se serve do feijão da Sandy.

Aí, a Sandy que tinha que acordar cedo na segunda-feira, colocou seus protetores auriculares e caiu na cama com a porta do quarto trancada, obrigando o Wagão e sua maninha Valéria a quase demolirem portas e janelas para acordar nossa heroína e permitir ao Wagão dormir seu merecido sono no conforto de quarto.

Graziela e Valéria, irmã do Wagão e do Vinícius.  


Segunda-feira, 14/11, 09:00 hs – adiós Nova Andradina

Marcão e Paulão despertando. 

 

Leonel e esposa, Jura e Paulão - choperia da Prainha. 

Todos de pé, um bom café na padaria, a instalação de um novo pára-lamas na moto do Paulão (feito em fibra por um amigo do Wagão). Aí, como era de se esperar... sabe como é, calor... Wagão e Vinícius juntos... a churrasqueira ali à toa... ok, não preciso contar, vocês já sabem.

Uma pequena explicação: aqueles que acham que estou exagerando na quantidade de brejas, experimentem ficar perto do Wagão e do seu irmão Vinícius! Pra ter uma idéia, um dos abridores de garrafa do Wagão quebrou em plena operação, simplesmente gastou por excesso de uso, acreditem!!!

Bom, de tarde partimos de volta a Primavera, Paulão, Jura e Marcão, nossa última parada antes da volta para São Paulo. Já à noitinha chegamos à cidade e passamos novamente no posto e sede do Papa Léguas onde o Leonel, o rei de Primavera, saboreava sua cervejinha curtindo a brisa suave da noite primaveriana. Acreditem, desta vez ficamos no sorvete!

À noite fomos a uma pizzaria/choperia perto da Prainha, em Rosana, e por volta das 3 da manhã nos recolhemos pois o dia seguinte seria feriado e os amigos de Nova Andradina viriam ao nosso encontro para a última etapa dessa edição da nossa aventura, pois com certeza haverá outras!


Terça-feira, 15/11, feriadão da Proclamação da República

Encontro da turma na Prainha: Edi, Vinícius, Chicão, Marcão, Paulão, Wagão e Sandy. O dia prometia!

Prainha, um paraíso à beira do Rio Paraná. Existem muitas dessas por lá.

Wagão e Marcão tentam arrumar um som. O triciclo do Chicão acabou sendo a salvação.

Ainda não cansaram de ler? Espero que não.

Lá pelas 11:00 hs da manhã chega a turma de Nova Andradina, Wagão e Sandy, Vinícius e Edi, e Luiz e Graziela. Churrasqueira, geladeira portátil, molhos, tábuas e facas, enfim, começou tudo de novo. Ou melhor, continuou, pois não havia parado em nenhum instante, exceto no momento de fraqueza do sorvete, do qual já tínhamos nos redimido mais tarde na choperia. O Chicão de Ribeirão Preto já tinha chegado e já havíamos desenlatado algumas skol.

O dono do bar nos emprestou um quiosque onde montamos nossa estrutura. Ao som atômico do triciclo do Chicão a conversa rolava solta enquanto Paulão,  Marcão, Sandy e Edi se refrescavam nas claríssimas águas da Prainha. Um dia inesquecível!

A tarde passou rapidamente e infelizmente chegou a hora da despedida. Foi uma linda tarde na companhia desses amigos maravilhosos. Eles de volta para Nova Andradina, nós de volta para o hotel. Um banho e uma boa noite de sono para estarmos bem preparados para os 800 Km que nos separavam de São Paulo.

 

Edi e Vinícius fazem uma pausa. O calor era escaldante, mas a cerveja estava geladinha.


Quarta-feira, 16/11 07:30 hs – a volta pra São Paulo

Preparando a partida: Marcão, Paulão e Jura

 

O hotel onde ficamos em Rosana.

 

Vejam quem veio dar tchau e desejar boa viagem!!!

 

Saímos de Rosana às 7:30 da manhã, numa linda e ensolarada manhã, depois de um bom café da manhã no Hotel Arco Íris. Usando a mesma estratégia da ida, ou seja, aproveitar bem a primeira parte da viagem, rodamos bastante parando apenas para abastecer. Lá pelas 14:00 hs mais ou menos já tínhamos cumprido mais de dois terços do trajeto e pudemos relaxar um pouco, fazendo paradas um pouco mais longas e despreocupadas.

Às 18:00 hs, os três companheiros já estavam em suas casas, a alegria do reencontro com a família, as primeiras histórias já sendo contadas... mas lá no fundo da memória, onde moram as recordações, alguns nomes e algumas imagens foram gravados para sempre: os nomes e as imagens dos amigos que nos receberam tão bem e cuidaram de nós nessa viagem inesquecível. 

E é a eles que dedicamos a frase cunhada pelo Paulão e que norteia nosso grupo:

O QUE IMPORTA É A AMIZADE. A MOTO SÓ LEVA E TRAZ.

 

Parada para um almoço leve (cupim) já na Castello Branco, último trecho da viagem.


A G R A D E C I M E N T O S

Quero registrar meu agradecimento muito especial à Lourdes e ao Marelli pela acolhida super carinhosa em Primavera, ao conforto que nos proporcionaram e à luxuosíssima companhia nesses dois dias maravilhosos que nos proporcionaram. E também ao Paulo de Primavera, exímio barqueiro, pelo delicioso passeio pelas águas do Rio Paraná.  Ao Jair e sua esposa Márcia, de Nova Andradina, pela recepção em sua chácara e pela apetitosa carne de jacaré. Ao Nelson e ao Adriano da Yamaha pelo café da manhã oferecido aos motociclistas. Ao Magrelo, dentre outras coisas webmaster do site Os  Movidos, que publica as fotos dos agitos da região. Ao Orquiza pela companhia e aos garotos Beck e João de Ivinhema, gente muito da boa. Ao Leonel de Primavera (e do mundo) que nos proporcionou boas risadas e também nos abri seu coração. Ao Chicão e ao Escalope, de Ribeirão Preto, companhias luxuosíssimas! Ao Nonato e à Isabel, os Solitários de Caconde, MG. Ao Luiz, à Graziela, à Edi, ao Vinícius, companheiros de todas as horas e de todas as brejas. Ao pessoal de São Gabriel do Oeste, Shonga, Claudio e Lila. Aos amigos do Elite Estradeira e ao Moto Clube anfitrião, Renegados da Fronteira pela incomparável recepção. E muito em especial, a esse casal que, conhecê-los, foi uma das melhores coisas que me aconteceram em 2005, os queridos irmãos Wagão e Sandy. Esperem por nós, em junho de 2006 estaremos novamente por aí para o encontro de Ilha Solteira! 

Pra finalizar, meu agradecimento aos queridos amigos e companheiros de mais essa viagem, Marcão e Paulão, duas feras da estrada que tornam tudo mais fácil!

Não importa o brasão, não importa a moto, o que espero é tê-los ao meu lado em muitas outras viagens.

Um grande abraço, FELIZ NATAL, ÓTIMO 2006 e fiquem com Deus!

Até a próxima!!!