Histórias de
Motociclistas
A garra feminina sobre duas rodas pode ser conferida nas ruas e também nos campeonatos pelo Brasil.
Elas começaram assumindo o comando de casa, cada vez mais pilotam as empresas e agora vêm comendo estrada e demonstrando a força e a garra feminina no comando das motos. O assunto está em evidência e não é para menos.
Apesar de muitos machos acharem que moto é coisa só de homem, poucos estão cientes que a mulherada já domina mais de 20% do mercado de motos.
Nas ruas, vemos cada vez mais mulheres pilotando motos de todos os tamanhos; em muitos eventos a presença de mulheres que chegam ao lado de seus parceiros vem crescendo a cada encontro, e o discurso entre elas cada vez mais é a troca da garupa pelo guidão. Nas pistas, tem muito marmanjão tomando ralo das princesas sobre duas rodas.
Enfim, está mais que na hora de fabricantes de motos e acessórios abrirem os olhos para atender essa demanda crescente do público feminino. Aos homens, vale a demonstração de cavalheirismo e respeito para essas meninas cada vez mais super-poderosas.
Abraços
Luciana Carvalho
(06/05/2005)
Gente, caí! Meu primeiro tombo de moto foi ao quadrado! Cái duas vezes no mesmo lugar.
Estava fazendo o "oito" na moto escola e não consegui fazer a curva, peguei a quina do meio fio e tibummmmmmmm - em câmera lenta! Quando vi que perderia o controle, coloquei os pés no chão, apertei o freio dianteiro e sem ver pressionei o acelerador e não apertei a embreagem.
O pior de tudo, foi que fiz a mesma burrice duas vezes seguidas!!!
Mas, levantei imediatamente, limpei a poeira da bunda e montei na moto de novo (conselho da minha amiga LUANUA), dei mas uma volta e na segunda, tibummmmmmmmmmm no mesmo lugar, do mesmo jeito! Ninguém merece! Aí resolvi parar e deixar a aula para outro dia!
Olha que engraçado/coincidência, mas eu prefiro crer que Deus Existe Mesmo! Estava nervosa, anciosa e impaciente durante todo o dia. As pessoas comentavam isso comigo. Eu estava vermelha, meu rosto ardia como se estivesse queimando o dia inteiro (de tão nervosa, não sei porque!). Quando cheguei na moto escola, coloquei o capacete (nunca prendo o capacete), e o instrutor nunca falou pra eu prender. E por um acaso ele disse: Vc sabe prender o capacete? Eu disse: Sei, vou prender pra vc ver. Prendi!
Foi Deus mesmo! Já pensou se não prendo o capacete? - 2 quedas seguidas - as ruas da moto escola são estreitinhas - um perigo bater a cabeça no meio fio.
Desde a hora que cheguei e comecei a pilotar, estava trêmula, continuava anciosa e nervosa, parece que já estava pressentindo o que ia acontecer. Durante o dia até pensei em ligar para moto escola e avisar que não iria, pois não estava me sentindo bem, mas achei que fôsse besteira.
Cheguei a dizer ao Fábio, meu instrutor (antes das quedas) que eu não estava bem.
No primeiro tombo, levantei rindo, afinal foi menos traumático do que eu imaginava que seria. Mas no segundo, fiquei muito decepcionada comigo mesma. Segurei as lágrimas pra não chorar lá na moto escola (tava cheio de homens, eu era a única mulher), mas quando entrei no carro: buaáááááááááááá. Chorei mesmo! Chorei muito, muito mesmo, não pelo tombo, mas de decepção. Quando pensei que estava indo bem, caio. É chato.
Como dizem os motoqueiros: Já comprei meu primeiro pedaço de terra!
Na hora não senti dores, mas... ... ontem e hoje (08/05/2005)... ... ai minha perna, ai meu pé, ai meu braço, ai minhas costas, ai minha bunda! Minha perna direita (caí sobre ela) parece um "dálmata" de tantas manchas "roxas". Mas tá bom! Antes cair agora e aprender a ficar esperta, do que cair nas ruas da cidade e me envolver em um acidente grave!
Mas aprendi: Pressentimentos são reais! Se você não estiver certo e confiante naquilo que vai fazer, não faça. Mas, se de qualquer forma precisar fazer, tome todo o cuidado possível e precauções para minimizar as consequências.
Lu Carvalho
Abraços especiais para a turma do "Jacaré Motos"!