Coluna do Jacaré extraída do "SUPER NOTÍCIA"  de Belo Horizonte

Zé Carlos (Jacaré) - (31) 9205-0915 / e-mail: jacaremoto@ig.com.br

Comercial: Mauro Lúcio (31) 9104-3771 / e-mail: mauroassisbh@ig.com.br

 

19 de janeiro de 2007

Sexta - Feira

 

 

SH300i: O SCOOTER

 

          A Honda da Itália lançou, no ano passado, no salão de Milão a nova motoneta SH300i. A motoneta de 279cc e de motor compacto causou enorme alvoroço no estande da marca japonesa. Isso não foia apenas por seu desenho muito atraente e moderno. Nesse caso em especial, o sucesso é compreendido por ter o modelo SH grandes inovações e qualidades que agradaram a maioria do exigente público italiano desde o seu lançamento em 1984, com 50cc e depois com o aumento de cilindrada de 100 a 150 no ano passado.

          A motoneta SH300i é muito moderna com rodas de 16 polegadas que a deixa muito mais segura e ágil. O seu motor de refrigeração líquida, injeção eletrônica, quatro válvulas por cilindro com 27cv, adota uma inovação que o deixou ainda mais compacto e leve: o carter separado que foi inspirado na Honda CRF de competição. A transmissão é por correia em V dentro de um "diferencial" encapado em peça de alumínio (aonde vão as polias), e faz a ligação do motor à roda como em quase toda motoneta a exemplo da velha Lambretta. A embreagem é automática com câmbio CVT.

Ciclística

          A SH300i tem um moderno chassi em aço tubular com o menor entre-eixos da categoria. Assim, segundo alguns jornais da Itália, a SH300i ficou com uma maneabilidade e agilidade incríveis para uma motoneta. A balança oscilante com dois amortecedores reguláveis e as rodas de liga leve de aro 16 polegadas também contribuem enormemente para isso. O freio, moderníssimo é conjugado (CBS) com opção para o ABS. Os discos de freios são de 256 mm com pinça simples atrás e de três pistões na dianteira suficientes para um peso a seco de 161 kg. Os pneus são 130/70-16 e dianteiro 110/70-16.

          O tanque cabe 9 litros e a capacidade de carga total é de 180 kg. A SH300i é produzida na Itália e tem cinco cores: prata, azul, preta, vermelha e verde. O modelo chega nas lojas italianas em 18 de fevereiro, ao preço de 4.350 Euros (aproximadamente R$ 11.800).

          Não há previsão da Honda importar o modelo para o Brasil, mas ficamos sabendo de antemão que, caso ela decida, já tem um modelo ideal para o nosso mercado que vem aceitando cada vez mais a motoneta no lugar de motos normais.

 

Volta para colunas

 

 

MOTO DO ANO NO MUNDO

 

          No Concurso Moto Mundial do Ano a grande vencedora foi uma surpresa por assim dizer. O esperado é sempre uma japonesa ou uma italiana. Mas, em de 2006, a vencedora foi a Inglesa Triumph Daytona 675. O concuro é organizado por 13 revistas de vários paises que participam do Supertest World Association (SWA) - em português Associação Mundial de Superteste _ e que fazem testes exclusivos nas motos em pistas de grande autódromos, geralmente na Espanha. As motos participantes têm que ter sido lançadas em 2006. Uma outra curiosidade é que nenhuma 

 moto de 1000cc (CBR, R1 ou GSX- R, etc) foi escolhida entre as seis primeiras colocadas. Outro fato novo que fez justiça foi escolha da motoneta Piaggio MP3 (duas rodas na frente) que ficou com o oitavo lugar à frente de marcas e motos famosas. O segundo lugar no concurso coube à Suzuki GSX-R 750 que teve sete votos contra 27 da Triumph 675 e um a mais do que a terceira colocada, a italiana Moto Morini Corsaro 1200. A revista brasileira "Moto", faz parte do concurso e manda sortudos pilotos para Europa para os testes.

 

 

Volta para colunas

 

 

 

TESTE DE 10.000 KM

 

          Recebi uma pergunta sobre um teste realizado numa revista com uma Suzuki em apenas 10 mil km rodados. No teste de tão poucos quilômetros, por incrível que pareça (vamos brincar assim) o motor não apresentou nenhuma marca que pudesse compromete-lo. E é normal, pois não rodou nada. Mas, que bobagem essa da revista. Ora, um teste sério deveria ser de uns 50 mil km, pelo menos, pois se um motor não rodar bem até a essa quilometragem não merece ser comercializado para não dar prejuízo ao comprador. Qualquer motor, mesmo o mais fraco dos chineses, pode passar nesse teste bobo de 10 mil km. Um  motoboy que roda 300 km por dia, em um mês

 já teria rodado isso. Assim, é uma bobagem fazer um teste sem sentido desses. Só para vender a revista? Precisamos é de teste de 50 mil km. Será que as fábricas têm medo de um teste assim e não patrocinam as revistas ou são as revistas que são "vendidas" e não querem perder o patrocinador? Mas um teste de 10 mil km em vez de promover uma marca pode é prejudicá-la por ser ridículo e um desrespeito com o consumidor. E a revista poderia prestar um serviço ao consumidor fazendo um teste real, útil e sério aos 50 mil Km. Quem vai comprar uma moto só por ter passado num teste bobo de apenas 10 mil km?

 

 

Volta para colunas

 

 

 

MOTOBOY FESTIVAL

 

          Acontece do dia 25 ao dia 28 deste mês o 2º Motoboy Festival, no Expô Center Imigrantes em São Paulo (SP).O evento, voltado para o setor de transporte por motos e seus trabalhadores, tem a intenção de aproximar a sociedade e acabar com a imagem distorcida que se tem do profissional 

 das duas rodas. Haverá exposição de motos, produtos motociclisticos além de palestras com temas voltados para o aprimoramento do serviço de moto-entrega e os motoboys. O evento ainda terá shows de várias bandas. Mais informações (11) 3044-7551.

 

 

Volta para colunas

 

 

 

PASSEIO PRA MOTOS

 

          Nesse domingo, às 13h, tem o Níver do Chapisca em Pedro Leopoldo. O evento, que vai contar com churrasco 0800 e locução do cantor Carlos Magno, acontece no rancho da fazenda Modelo que fica logo após o parque de exposições. Realização Chapisca (Esquadrão Leopoldense MC) e motoclubes da cidade, (31) 8616-1171.

          Dia 30, às 13hs, Moto Passeio-protesto Nnacional. Concentração na praça da Estação. 

Em BH, às 12h30, pela revogação da resolução 203 sobre capacetes que pune com  multa de R$191 e apreensão de CNH. Essa mobilização nacional acontece em todos os estados e em todas as cidades que tenham motociclistas conscientes de que sem a união não nos livraremos de uma arbritariedade do governo contra os motociclistas que acontece sempre com punições abusivas (gravissímas) na resoluções do Contran, o que não acontece com os motoristas.

 

Volta para colunas